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Piano

A ação das teclas do piano

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As teclas do piano são o ponto de contato entre o pianista e o seu instrumento. E essa intimidade resultará em infinitos toques; suaves, vigorosos, longos, curtos. Seja qual for a força empregada pelos dedos do pianista, elas devem agir imediatamente, para depois, retornarem à posição de descanso.

Para isso, o mecanismo de um piano é uma máquina de grande complexidade: milhares de peças produzidas com diferentes matérias-primas entre madeiras, tecidos, adesivos, resinas e metais, são montadas de forma que tenham movimento preciso e coordenado desde o momento que as teclas são acionadas até os martelos percutirem as cordas.

Praticamente todos os pianos modernos têm 88 teclas com tessitura do Lá 0 (27,5 Hz) ao Dó 8 (4.186 Hz). Antigamente, revestia-se as teclas de madeira com ébano nas pretas e marfim nas brancas.

Atualmente, por conta da proibição da utilização do marfim e do desenvolvimento de materiais mais resistentes, duráveis e bem adaptados à prática musical, as teclas são construídas de madeira maciça   e revestidas com acrílico nas teclas brancas e poliestireno nas teclas pretas, simulando as propriedades dos componentes orgânicos.

O piano surgiu do desenvolvimento do clavicórdio e do cravo e sua invenção é creditada ao italiano Bartolomeo Cristofori, no século 18. O mecanismo proposto por ele utilizava martelos para golpear as cordas, em vez de pinçá-las como em seus antecessores.

Mecanismo do piano: escape e duplo escape

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Basicamente, o funcionamento do mecanismo de um piano é simples: ao apertar uma tecla, o martelo acoplado a ela bate nas cordas correspondentes e, em seguida, volta imediatamente para trás.

Simultaneamente o abafador correspondente afasta-se dessas cordas, deixando-as livres. Sendo percutidas pelo martelo, as cordas vibram produzindo o som. Ao soltar a tecla apertada, imediatamente o abafador volta para sua posição de repouso sobre as cordas, impedindo que elas continuem vibrando, cessando a produção sonora.

Por volta de 1770, Johann Andreas Stein, aprimorando o mecanismo dos pianos de então, aumentou consideravelmente a performance do instrumento com a introdução da ação de escape, que permite uma repetição mais rápida das notas.

Fundamentalmente, o princípio baseia-se em utilizar alavancas para ampliar o pequeno movimento da tecla do piano e transformá-lo em um grande movimento de martelo, mas de modo que a última parte desse movimento antes de golpear a corda seja puramente o resultado da inércia, sem propulsão da tecla. Isso impede que a tecla pressione o martelo, coberto de feltro, sobre as cordas, o que iria cessar as vibrações delas e, portanto, o som. Esse é o princípio de todos os diferentes mecanismos existentes e dos aprimoramentos incorporados a eles.

Para os pianos de cauda, o mecanismo mais utilizado atualmente, no entanto, foi patenteado por Pierre Erard, sobrinho de Sebastien Erard, tradicional fabricante de pianos da França, em 1821, e chamado de duplo escape.

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A grande vantagem do duplo escape é que a ação do mecanismo pode ser reiniciada mesmo que a tecla esteja apenas na metade de seu curso e não completamente solta, o que permite repetições mais rápidas da nota. Se a tecla estiver completamente liberada, no entanto, todas as partes do mecanismo retornam a suas posições de repouso.

Nesses instrumentos, pode-se perceber na ação das teclas uma posição conhecida como “degrau”, que os pianistas aprendem a manejar de modo a aumentar a velocidade de repetição de notas e, consequentemente, de suas execuções.

A uniformidade do toque é de extrema importância para o pianista. O objetivo é que o músico tenha a mesma sensação tocando em toda a extensão do teclado, da nota mais aguda à mais grave e, para que isto ocorra, as teclas devem ser pesadas e balanceadas individualmente, a fim de que sejam compensadas as diferenças de peso existente entre os martelos. E para que todas as peças que compõem essa admirável máquina possam funcionar com precisão, é necessário um rigoroso controle das matérias-primas empregadas, evitando-se deformações resultantes de fadiga dos materiais e da variação climática, e manutenções preventivas e corretivas, realizadas por técnicos habilitados e especializados.

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