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Piano e Rock and Roll

O piano e o rock-and-roll

Sempre que se fala de piano, nos lembramos dos grandes compositores clássicos, do jazz, da música instrumental brasileira e de famosos pianistas como Richard Clayderman e Elton John. Se o primeiro levou a easy listening no piano ao seu mais alto grau, o segundo foi um dos grandes responsáveis pela popularização do piano no rock-and-roll.

Piano e Rock and Roll

Elton John – Dodger Stadium – Los Angeles 1975 (© Terry O’Neill)

Pesado, difícil de carregar, trabalhoso para amplificar… nada disso importa! O piano é e sempre foi o rei dos instrumentos, presente até mesmo na história do mais contestador dos gêneros. Afinal, o que seria do rock sem a figura de Fats Domino, nascido em Nova Orleans, em 1928 e um dos mais influentes tecladistas da história?

Domino atraiu a atenção, em 1949, com a música “The Fat Man”, gravada pela Imperial Records. Essa é uma das primeiras gravações de rock-and-roll, apresentando o piano, baseado no blues e no boogie-woogie, em um ritmo mais ritmado, como nunca antes, e Domino cantando.

A música vendeu mais de um milhão de cópias e é tida como a primeira gravação de rock-and-roll a conseguir esse feito.

Outra lenda do piano no rock-and-roll é Jerry Lee Lewis, nascido em Ferriday, na Louisiana, em 1935. Aos 14 anos, já havia absorvido o boogie-woogie, ao qual juntou gospel e o country para criar um estilo muito próprio.

Lançou o primeiro single em 1956, com o título “Crazy Arms”, uma versão que alcançou um certo êxito considerável. O pianista se manteve nos estúdios da gravadora tocando para outros artistas, até que, em 4 de dezembro de 1956, fez uma sessão de improviso com Elvis Presley e Carl Perkins.

Em março do ano seguinte, Sam Philips, dono dos estúdios Sun, apostou na promoção do segundo single de Lewis, “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On”. O Matador (The Killer), como passou a ser conhecido, conquistou o respeito do mundo da música e, no mesmo ano, lançou seu maior sucesso, “Great Balls of Fire”, que se tornou um marco na história do rock-and-roll.

Seguindo a linha irreverente, Little Richard também abalou a tradicional família americana. Nascido Richard Wayne Penniman em Macon, Georgia, Little Richard cresceu em uma família religiosa. Aos dez anos, tornou-se um curador pela fé, cantando canções gospel e tocando nas pessoas, que testemunhavam que se sentiam melhor após a prática.

Começou a gravar em 1955, estourando nas paradas com a canção “Tutti Frutti”. Seguiram-se hits como “Lucille”, “Keep a Knockin’”, “Long Tall Sally”, “Slippin’ and Slidin'”, “Rip it up” e “Jenny Jenny” entre outros.

Na mesma época, Ray Charles, nascido em Albany, em 1930, aproveitou o espaço aberto na mídia para o rock pelo sucesso de Elvis Presley e Little Richard e lançou clássicos como “I Got a Woman”, “Talkin about You”, “What I’d Say”, “Litle girl of Mine” e “Hit the Road Jack”, entre outros.

Também não é possível esquecer algumas das mais famosas canções dos Beatles, como “Let It Be” e Hey Jude”, em que Paul McCartney se encarregou do piano. Alguns podem argumentar que essas canções são mais pop que rock, embora, na época, o termo pop nem existisse como gênero musical. Mas, sem dúvida, a história da banda corrobora a inclusão nesta lista.

O trio de ferro do rock progressivo também teve no piano um de seus maiores aliados. Rick Wakeman, Keith Emerson e Jon Lord se dedicaram ao instrumento com afinco antes de adotarem sintetizadores e órgãos como seus companheiros de palco. E nunca deixaram a paixão antigo, retornando ao piano sempre que possível.

Quem não se lembra do primeiro grande sucesso da banda Queen, “Somebody To Love” ou de sua mais icônica performance, “Bohemian Rhapsody”, faixas em que Freddie Mercury mostra que conhece bem o instrumento?

Há muitos outros astros e sucessos do rock em que o piano é protagonista, mas não podemos terminar essa lista sem falar do mais icônico pianista/compositor/cantor/showman, Elton John, que introduziu um novo estilo no piano rock e tornou-se um dos maiores artistas de todos os tempos.

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