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Fábio Caramuru

Fábio Caramuru, ecologia e música integradas

Fábio Caramuru

Ao falar de Fábio Caramuru, um fato chama a atenção: o pianista foi o último aluno da consagrada pianista Magdalena Tagliaferro, com bolsa do governo francês, em Paris, na década de 1980. Mas engana-se quem pensa que o pianista atingiu sua realização artística no campo erudito, “repetindo as mesmas fórmulas”, como ele mesmo afirma. A busca por uma linguagem mais abrangente, que desse a ele maneiras de extravasar de forma mais eficiente sua criatividade, o fez percorrer um caminho ainda mais rico, em que diferentes estilos e gêneros musicais coexistem e dialogam.

Conheça a história de Fábio Caramuru

Fábio Caramuru nasceu em 1956, na cidade de São Paulo e estreou como solista da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), em 1977, tocando o Concerto para piano e instrumentos de sopro de Igor Stravinsky, até então inédito no Brasil. Mas seu caminho na música erudita destaca-se: sua participação na gravação da obra “Das Lied von der Erde” de Gustav Mahler, em versão camerística de Arnold Schoenberg (Editora Algol); a realização do ciclo “Dichterliebe” opus 48 de Schumann, com o tenor Fernando Portari, na Sala São Paulo; recitais com repertório franco-brasileiro ao lado da cantora Magda Painno em São Paulo, na FMUSP, no SESC e em Belo Horizonte, no Palácio das Artes; solista da OSUSP no Concerto para dois pianos e orquestra de Poulenc, na Sala São Paulo, registrado pela TV Cultura; solista do Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro de Stravinsky, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob regência de Ligia Amadio; solista do Concerto para piano de Ravel, com a Orquestra Sinfônica de Londrina, sob regência de Elena Herrera.

Apresenta-se regularmente no Brasil, Estados Unidos, Ásia e Europa, em recitais solo e com orquestra. É mestre pela ECAUSP.

Em 2007, participou de diversos eventos comemorativos em razão dos 80 Anos do nascimento de Tom Jobim, tendo sido solista da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo – OSUSP, na Sala São Paulo, e da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, no Theatro São Pedro.

É fundador e sócio da empresa Echo Promoções Artísticas. Como curador e produtor cultural vem organizando projetos em instituições como Fundação Magda Tagliaferro, Espaço Cultural Correios, Orquestra Sinfônica da USP, Caixa Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil etc. Em unidades do CCBB, realizou os projetos “Divas” (2006), “Líricas & Populares” (2007) “Pocket Trilhas” (2008), e, em unidades da Caixa Cultural, os projetos “Concertos Magda Tagliaferro” (2011), “Nas trilhas da Atlântida” (2013), “Tom Jobim, 20 anos de saudade” (2014), “Virtuoses do piano brasileiro” (2015), “Concertos Afro-Brasileiros”, em parceria com a Professora Ligia F. Ferreira (2016) e “Tom Jobim Instrumental” (2019).

Após dedicar-se por muitos anos ao repertório tradicional e brasileiro, sobretudo a arranjos e gravações da música de Tom Jobim, Caramuru passou a desenvolver também, desde o ano de 2003, um trabalho autoral diferenciado, com o lançamento do CD Moods Reflections Moods. Entre 2004 e 2012, trabalhou com o contrabaixista Pedro Baldanza, intensificando e aprimorando seu trabalho autoral. O CD do Duo Caramuru-Baldanza, Bossa in the Shadows, produzido por Heiner Stadler, do selo Labor Records, de Nova York, é uma coletânea de composições e improvisações originais.

Ao longo de sua carreira, Caramuru tem realizado uma série de apresentações, tais como concertos com a Orquestra Jazz Sinfônica, solista e arranjador de temas de música para cinema dos compositores Richard Rodgers e Nino Rota, no Auditório Ibirapuera, recital de música brasileira na Universidade de Toronto, début em Nova York no prestigiado Zinc Bar. Realizou dois concertos no Europalia International Arts Festival, como solista da Brussels Phillharmonic Orchestra, em Bruxelas e em Leuven (gravado em vídeo e disponível no Youtube), além de shows de Jazz em importantes casas da Europa, como o Jazz Club Moods em Zurich, apresentações como solista da Orquestra do Theatro São Pedro, em São Paulo, e sua participação no Festival Internacional de Jazz de Havana, Cuba. Em 2013, apresentou-se na Bélgica (Club Reserva de Gent) e em São Paulo (Memorial da América Latina).

Integração da Música com Ecologia

Desde 2013, vem se dedicando intensamente ao projeto autoral “EcoMúsica”, baseado na interação entre música e sons da natureza brasileira em seus diversos ecossistemas, bem como ao duo “Brasil em Dois Pianos”, ao lado do pianista e arranjador Marco Bernardo, com quem realizou o projeto “Brasil em Dois Pianos – Turnê Nacional” (Correios), além de concertos na Sala São Paulo e na série Instrumental SESC Brasil.

Em 2015, foi curador do projeto “Virtuoses do Piano Brasileiro”, na Caixa Cultural São Paulo, além do lançamento de uma nova etapa de seu instigante projeto EcoMúsica, o CD autoral Conversas de um piano com a fauna brasileira.

Em 2016, destacaram-se o lançamento do videoclipe Cigarra, o concerto Radamés encontra Jobim, na Sala São Paulo, a curadoria do projeto Concertos Afro-Brasileiros, na Caixa Cultural São Paulo, e a realização de dois “Concertos EcoMúsica” no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por ocasião dos 208 anos da instituição. Em setembro, ocorreu o lançamento de uma edição no Japão do CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira, pelo conceituado selo japonês Flau – flau.jp – com distribuição para Ásia, Europa e América do Norte. O sucesso foi tão significativo que o selo Flau agendou uma série de concertos para divulgar o álbum em diversas cidades do Japão, que ocorreu entre abril e maio de 2017.

Outros eventos em 2017 foram o concerto Tom Jobim 90 Anos, em 19 de março, na Sala São Paulo, o Concerto EcoMúsica, em 8 de abril, no Auditório Ibirapuera, o lançamento de seu CD duplo “Tom Jobim by Fábio Caramuru” e “Dó Ré Mi Fon Fon” pelo selo Flau (Japão), sua turnê “EcoMúsica Japan Tour”, em oito cidades japonesas, nos meses de abril e maio. Realizou ainda diversas apresentações um unidades do SESC e do SESI, no estado de São Paulo. Em agosto, lançou o projeto “EcoMúsica Rio”, com o videoclipe “Tico-tico”, filmado no alto do Forte do Leme, além de três concertos na cidade do Rio de Janeiro, com a participação do coro de estudantes da Dupla Escola do Caju.

Em abril de 2018, lançou o álbum “EcoMúsica | Aves”, em um concerto na Sala São Paulo, além do videoclipe “EcoMúsica | Bem-te-vi”. Em maio, o álbum foi lançado também no Japão pelo selo Flau. Lançou também, com direção de Otavio Dias, os videoclipes “EcoMúsica | Harpia”, filmado nas Cataratas do Iguaçu, (tendo como convidado especial o dançarino Ismael Ivo), “EcoMúsica | Araras”, filmado no ‘Parque das Aves’, em Foz do Iguaçu. Lançou também o videoclipe “EcoMúsica | Hidorigamo”, tendo como convidada a ceramista Hideko Honma. Realizou, ainda, um concerto intitulado “EcoMúsica | Brasil-Japão”, no Auditório Ibirapuera, como parte das comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil. Recebeu o prêmio “Mestres da Criatividade”, concedido pelo portal “Catraca Livre”, pela realização do videoclipe “EcoMúsica | Harpia”.

Em 2019, Fábio prossegue ampliando e divulgando o “Projeto EcoMúsica”, realizando concertos no SESC, Fundação Japão, bem como no Canadá, tendo sido convidado a celebrar o Quinto Aniversário do “Café & Cultura Toronto”, no mês de maio, naquela cidade.

Em 2020, o músico realizou um concerto do duo Brasil em Dois Pianos, com o pianista Marco Bernardo, na Sala São Paulo, uma apresentação no projeto SESC ao Vivo e vem preparando o lançamento de quatro novos vídeos EcoMúsica, com destaque para o vídeo “Amazônia | EcoMúsica Uirapuru”. Em setembro, estreou uma série de programas semanais na Rádio Cultura FM de São Paulo intitulada “Tom Jobim por Fábio Caramuru e Babu Baía”.

Ganhou diversos prêmios no País, destacando-se o da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1991. E após dedicar-se por muitos anos ao repertório tradicional e brasileiro, sobretudo a arranjos e gravações da música de Tom Jobim, passou a desenvolver um trabalho autoral diferenciado, com o lançamento do CD Moods Reflections Moods. Em seguida, trabalhou com o contrabaixista Pedro Baldanza, intensificando e aprimorando seu trabalho autoral, com quem lançou o CD Bossa in the Shadows, uma coletânea de composições e improvisações originais, produzido por Heiner Stadler, do selo Labor Records, de Nova York.

Contrariando a lógica e os costumes, Caramuru transita entre os dois universos – erudito e popular – atuando tanto como solista de orquestras como OSESP, Brussels Phillharmonic Orchestra e OSUSP, quanto se apresentando em shows em importantes casas da Europa, como o JazzClub Moods, em Zurich, e festivais de jazz, como o Festival Internacional de Jazz de Havana, Cuba.

Entre muitas  atividades, em que atua como pianista ou produtor, vem se dedicando ao projeto EcoMúsica, que consiste em uma série de filmes artísticos e apresentações temáticas norteadas pela interação entre música, sons e imagens da natureza brasileira, tendo lançado o CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira, disponível no Brasil e distribuído para a Ásia, a Europa e a  América do Norte pelo conceituado selo  japonês Flau (flau.jp). O álbum traz um registro sonoro inovador, no qual o pianista apresenta um diálogo entre o piano e os sons de aves, insetos e um anfíbio, obtidos na Fonoteca Neotropical Jacques Vielliard (FNJV), da Unicamp. A iniciativa mostra a ousadia e o inconformismo do pianista ao adotar procedimentos de criação pouco usuais na música de concerto, unindo, de maneira incomum, música e sons da natureza, em um projeto cultural que ressalta a importância da preservação do meio ambiente.

 

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