Descubra o papel da improvisação no processo de aprendizado da música, através de conceitos que remetem há muitos anos.

Descubra o papel da improvisação no processo de aprendizado da música, através de conceitos que remetem há muitos anos.

Quando se toca piano solo, é possível tocar a melodia na mão direita e os acordes da harmonia na mão esquerda, também responsável pela condução rítmica, a chamada “levada”. Mas, quando o piano está inserido em um conjunto instrumental, essa prática é pouco aconselhável. Nesses casos, o piano está na seção rítmica da banda. Isso significa que o pianista está encarregado de tocar acordes enquanto alguém toca os solos.


Uma música é composta por três elementos básicos: a melodia, a harmonia e o ritmo. A primeira é a mais facilmente identificável e é o que, muitas vezes, se relaciona com a palavra música. Trata-se de uma sequência lógica de sons, uma sucessão de notas com sentido próprio. É aquilo que as pessoas cantam ou assobiam, o que fica na memória.
Um dos maiores desejos daqueles que se dedicam ao piano é conseguir se acompanhar enquanto canta, como fazem Ivan Lins, Guilherme Arantes, Elton John, Stevie Wonder, Alicia Keys e muitos outros. Embora isso não exija a mesma virtuosidade de um concerto para piano e orquestra, o grande desafio para quem se acompanha é conseguir se concentrar ao mesmo tempo nas dificuldades do canto – o que inclui afinação, letra, dicção e, obviamente, interpretação – e da execução pianística.

Uma das mais icônicas cenas de desenhos animados, utilizada à exaustão como caricatura de pianistas, são os dedos do músico executando um trinado. Sinal de agilidade e resistência, o trinado sempre foi um dos ornamentos mais chamativos da performance pianística, e um dos mais difíceis de ser executado.