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Tocar piano com ou sem partitura?

Tocar “de cor” ou com partitura?

Tocar piano com ou sem partitura?

Tocar “de cor” é um desafio que muitos estudantes de piano enfrentam. Ter todas as notas, nuances e interpretações decoradas frequentemente é exigido dos pianistas como forma de demonstrarem seu total domínio sobre a peça. Mas até eles, em diversas ocasiões, utilizam a partitura, seja como apoio ou para evitar desencontros.

É certo que o estudo, as repetições e o pleno entendimento da obra colaboram para que o estudante de piano ou o pianista tenham na memória tudo de que precisam para executar de maneira tecnicamente correta e interpretativamente interessante qualquer composição. Mas esse domínio pode ser atrapalhado por muitos fatores, incluindo o nervosismo de uma apresentação, uma pequena distração ou até mesmo um descuido de um dos executantes.

Quando usar a partitura

Já se tornou tradição entre os pianistas decorarem o que vão interpretar em recitais e concertos com orquestra, mas isso não é regra. Muitas vezes, mesmo os profissionais preferem se valer da partitura, principalmente quando se trata de uma peça nova no repertório ou muito intrincada. De forma geral, no entanto, o uso das folhas de música não é necessário quando se trata de uma obra em que o piano é o solista, graças à dedicação do músico em se preparar para a ocasião.

Alguns pianistas tem uma memória tão boa, que, mesmo em situações limite, preferem tocar de cor. Outros, se sentem mais seguros tendo a partitura à mão, mesmo que não aberta à sua frente, mas sobre o piano ou mesmo em cima do banco. E não é tão raro, atualmente, ver pianistas eruditos com as partituras de peças menos conhecidas abertas no piano.

Mas o costume e o bom senso sugerem que, em situações em que o pianista é acompanhante ou é acompanhado – como em música de câmara, piano a quatro mãos, dois pianos e outras formações -, a partitura seja utilizada, a fim de que, no caso de longas pausas de um dos músicos ou algum imprevisto, todos consigam se encontrar. Além disso, muitas vezes as partituras possuem anotações de interpretação decididas em ensaio que devem ser respeitadas e, portanto, lembradas. Vale, nesses casos, o mesmo que para os integrantes da orquestra: é mais fácil e seguro ter um ponto de apoio como a escrita musical.

Piano Partitura ou De Cor

O porta-partituras

Nos pianos de cauda, a estante de partituras é assentada sobre uma armação de madeira que se desloca para mais ou menos próximo do músico, de forma que ele ajuste essa distância da forma como melhor se adapte. Da mesma forma, há uma série de estágios de inclinação, para facilitar a leitura das partituras. Alguns pianistas, principalmente quando não querem que se veja que estão usando folhas de música, simplesmente as deita sobre a estante na posição horizontal.

Tocar de Cor ou Com Partitura

Nos pianos verticais, é raro encontrar algum tipo de ajuste para o porta-partituras, mas, como não é comum vê-los sobre o palco, os músicos se adaptam bem à distância padrão nos momentos de estudo.  E, de forma geral, as partituras nos pianos verticais ficam mais próximas das mãos do músico, permitindo que ele mesmo vire as páginas durante a execução. O mesmo não acontece nos pianos de cauda.

Partitura de Piano

Para evitar que o músico precise tirar as mãos das teclas em recitais e concertos em que há viradas de página, é costume contar com alguém que faça esse trabalho, um “virador de páginas”, geralmente um estudante de música ou um amigo também musicista, já que é necessário saber ler partituras.

Seguindo os compassos conforme são tocados – e com alguma antecedência -, esse auxiliar se levanta e vira a página, no momento exato para que o pianista continue sua execução sem interrupções e não se perca nas pautas. E cada artista tem um ritmo diferente de leitura, que, aos poucos, o virador de página passa a compreender e se ajustar.

A escolha, portanto, de utilizar ou não a partitura depende da ocasião, das obras a serem executadas, da formação instrumental em que o piano está inserido e, em último caso, à segurança do pianista em tocar sem ler as pautas.

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Um comentário em “Tocar “de cor” ou com partitura?

  1. Os dois e inclusive improvisar, que tudo isso liberta o pianista ou qualquer instrumentista e ajuda a compreender o que está tocando e não fica limitado a um “decoreba” sem noção do que está fazendo, que muitas vezes nem sabem a tonalidade e suas variantes durante a música e que no caso de algum lapso de memória, poderá sair-se muito bem e também, é importante aprender a afinar e conhecer o funcionamento do seu instrumentos e fazer reparos emergenciais.

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