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10 razões para estudar com um (bom) professor de piano

10 razões para estudar com um (bom) professor de piano

Muitas pessoas, de todas as idades, têm o sonho de tocar piano. Frequentemente, o início é a escolha e a compra do instrumento, seguido da exploração das teclas e dos sons que são produzidos pelo seu acionamento, mesmo antes de conhecer as notas musicais.

10 razões para estudar com um (bom) professor de piano

Alguns se saem bem nessa empreitada – o pianista Cesar Camargo Mariano, por exemplo, afirma nunca ter estudado, desenvolvendo sua técnica e seu estilo muito rapidamente após o primeiro contato com um piano. Outros, como Egberto Gismonti, se dedicaram ao estudo e buscaram aprofundar tanto os conhecimentos sobre o instrumento quanto de música em geral.

No campo popular, é mais fácil se desenvolver de forma autodidata, seja pelo auxílio do ouvido ou pela observação de outros músicos tocando. Na música erudita, no entanto, a complexidade das obras torna praticamente impossível o estudo solitário, sendo necessário o auxílio de um professor.

Apesar dessas diferenças, esse profissional pode ser um facilitador e um orientador precioso tanto em um gênero quanto no outro. Com o auxílio de um professor, qualquer pessoa pode ir muito mais longe do que imagina.

Abaixo, listamos algumas razões para estudar com um bom professor de piano, independentemente de gênero ou estilo musical, nível de adiantamento e facilidade no trato com as teclas.

1. Iniciação musical

Iniciação Musical

É muito comum que pessoas tenham um piano em casa e isso provoque uma vontade de aprender como tocá-lo. Quem possui predisposição ou bom ouvido, provavelmente conseguirá tocar algumas peças. Mas o desejo de se aprofundar no estudo da música, aprendendo a ler partituras, faz que procurem por aulas, a fim de orientar o estudo.

O que dizer, então, daqueles que necessitam dessas primeiras noções para se aventurar no universo dos sons e explorar o potencial do instrumento? Um bom professor de piano sabe como ensinar os elementos básicos, de maneira gradual e progressiva, tanto àqueles que já se arriscam a tocar, mesmo que de ouvido, quanto àqueles que não tem noção alguma de música e desejam se realizar dentro desse universo.

2. Repertório

Todos aqueles que querem aprender a tocar piano têm um estilo musical preferido. E, geralmente e compreensivelmente, querem aprender a tocar as músicas de que mais gosta.

Nem sempre, no entanto, isso é possível, principalmente por conta das dificuldades técnicas que essas peças de predileção do aluno podem exibir. Um professor pode tanto facilitar as músicas preferidas do aluno, inserindo nelas novidades com a finalidade de proporcionar seu desenvolvimento, quanto apresentar outras obras de mesmo estilo, ou parecidas, que sirvam a esse propósito.

Além disso, pode sugerir outras peças, de gêneros e estilos diferentes, a fim de ampliar o conhecimento do aluno e seu repertório.

3. Possibilidades do instrumento

Quem se aventura por explorar o piano sem o auxílio de um professor pode descobrir coisas incríveis. Mas talvez algumas delas, na verdade, possam fazer parte de um conhecimento básico que o mestre, em pouquíssimo tempo, poderia explicar. O funcionamento dos pedais é um bom exemplo disso: uma breve explanação sobre a função de cada um e como devem ser utilizados pode economizar horas de estudo e de tentativas infrutíferas.

4. Correção da postura

Correção da postura

Arthur Moreira Lima se destacou no mundo pianístico por algumas razões que incluem, entre outras, sua técnica invejável, sua interpretação rica e emotiva, e sua postura ao tocar.

Debruçado sobre as teclas do piano, sua figura lembra a de algumas caricaturas de Liszt, que também tocava com o rosto bem próximo do teclado. Mas, como sempre há no mundo do piano, Arthur Moreira Lima é uma exceção.

Uma postura correta garante sonoridade rica e grandes possibilidades interpretativas, além de possibilitar o estudo ou a execução por bastante tempo, sem dores ou fadiga.

Um bom professor de piano sabe orientar seu aluno em relação a isso, corrigindo vícios de postura que podem trazer cansaço, dor e, até mesmo, doenças crônicas como LER e DORT.

5. Ensino da técnica

Ensino da técnica

Em todas as áreas existem maneiras mais ou menos produtivas de realizar determinadas tarefas. Desde as coisas mais simples às mais complexas, diferentes metodologias podem proporcionar melhores resultados, com mais produtividade e menos esforço. Não poderia ser diferente no estudo do piano.

Aprender que tipo de movimento exige menor gasto de energia para sua realização e em que momentos deve ser utilizado é, de forma resumida, papel do estudo de técnica.

E existem diversas formas de fazer isso, denominadas “escolas pianísticas”. Um bom professor de piano orienta o aluno sobre a melhor forma de se movimentar para conseguir tocar o que deseja. Também indica quais exercícios ele deve praticar para fortalecer os músculos e conseguir maior independência entre os dedos e as mãos.

6. Reconhecimento das dificuldades e orientação

Reconhecimento das dificuldades e orientação

Quais as habilidades do aluno? Certos pianistas têm facilidade em tocar acordes, ao passo que outros se dão melhor na execução de escalas.

Isso ocorre por uma série de fatores, que vão desde a compleição física à capacidade auditiva de cada um. No estudo de música, muitas vezes, os autodidatas se ressentem da falta de uma orientação sobre a forma mais produtiva de vencer uma dificuldade, o que um professor pode fazer.

Ao ver e ouvir um aluno tocando, um bom professor de piano pode dar orientações sobre questões que envolvem desde agilidade à sonoridade que o pianista consegue extrair do instrumento.

7. Informações relacionadas

Além de toda a parte técnica, que inclui sonoridade e agilidade, entre outras questões, o professor é responsável por transmitir informações relevantes sobre o que o aluno está aprendendo, como os principais compositores e intérpretes de determinado estilo, um pouco de história, a apresentação de referências musicais e outros dados importantes para um conhecimento musical mais aprofundado, incluindo aí elementos de teoria musical, harmonia e outras matérias.

8. Troca de experiências

Troca de experiências

Como um músico deve agir ao tocar em um grupo? E numa gravação? Como é o funcionamento de uma orquestra com solista? Como se prepara uma apresentação? Como acompanhar um cantor?

Essas e muitas outras questões não estão relacionadas estritamente à execução musical, mas fazem parte de um cabedal de informações que podem ser transmitidas por um professor.

Muitas vezes, a orientação de um mestre ultrapassa os limites do instrumento e abrange temas relacionados ao comportamento ou mesmo à condução da carreira do aspirante a profissional.

9. Conhecimento

Muito do que um músico consegue durante sua carreira é fruto do conhecimento que ele tem de pessoas e lugares. Vislumbrar possibilidades, reconhecer oportunidades, verificar espaços e apresentar bons contatos fazem parte do rol de atribuições de um bom professor de piano.

De qual concurso participar? Que grupo acompanhar? Em que área de atuação o aluno seria mais bem-sucedido? Essas são questões que a experiência de um bom professor pode auxiliar a responder.

10. Relação com a música

Relação com a música

Um professor é responsável pela relação que o aluno tem com a música. E deve prezar por atender tanto aos seus anseios quanto ao desenvolvimento dele.

Juntos, aluno e professor podem estabelecer metas e alinhar perspectivas, de forma a tornar o fazer música um prazer e uma possibilidade de realização, sem os traumas da insatisfação por não atingir os objetivos.

Seja por mero lazer, para auxiliar no tratamento de problemas de saúde ou profissionalmente, um professor é um precioso auxiliar no caminho escolhido para ser trilhado pelo pianista.

E vocês? Teve um ótimo professor? Nos conte nos comentários!

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