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Escolha de repertório

Escolha de repertório

Escolha de repertório

Qual o melhor repertório para um pianista? Obviamente isso depende de que tipo de pianista estamos falando, mas há algumas regras básicas das quais ninguém consegue fugir.

Com certeza, um professor atento vai escolher para seu aluno peças de que ele goste, no estilo que mais o agrade e que ele tenha mais facilidade em tocar. Mas isso, muitas vezes, não garante a satisfação do aluno nem seu progresso. Alguma dificuldade sempre é necessária para que o estudante se desenvolva.

 Prepará-lo para quando essa dificuldade surgir é dever do professor e um profissional interessado consegue orientar o aluno de forma que ele avance naturalmente, sem traumas.

Escolha de repertório

Por outro lado, escolher somente peças de que o aluno goste restringe o estudo ao conhecimento dele, o que nem sempre é aconselhável. Tocar apenas músicas que se conhece não amplia os horizontes e não dá ao estudante opções de expandir o leque de estilos e técnicas que ele pode utilizar. Por conta disso é importante, tanto para professores quanto para alunos e pianistas, avaliar se seu repertório o está levando ao desenvolvimento ou à estagnação.

Repertório: Gêneros e estilos

Quem se dedica à música erudita tem à sua disposição uma grande lista de obras a serem estudadas e interpretadas. Obviamente não podem faltar peças de Bach, Mozart, Beethoven e Chopin, os compositores mais adorados pelo público em geral.

Mas, que tal experimentar?

Algo mais moderno, como Debussy ou Ravel, ou mais antigo, como Scarlatti, podem ser boas opções para sair do tradicional.

E que tal conhecer os latinos, como Ginastera, e os brasileiros, como Camargo Guarnieri e Osvaldo Lacerda, além do próprio Villa-Lobos?

Os norte-americanos Gershwin e Bernstein têm um certo ar urbano, que os aproxima do jazz. Então, que tal arriscar?

Muitos pianistas eruditos têm medo de se aventurar pela seara popular, mas, frequentemente, se apaixonam quando interpretam composições menos clássicas.

Escolha de repertório

Àqueles que se dedicam ao popular, o convite também vale.

Que tal se arriscar a ler uma partitura de Mozart e descobrir as harmonias tão populares que ele utilizou?

Para quem gosta de standards americanos e jazz, tocar uma bossa nova está a um pequeno passo. E quem curte a chamada “easy listening”, de Richard Clayderman, pode encontrar prazer se aventurando pelos clássicos brasileiros, como Ernesto Nazareth.

De fato, o melhor repertório é aquele que dá prazer a quem se dedica a ele, sem amarras ou preconceitos, mas com a mente aberta a experimentações e com vontade de se desenvolver.

Se a música erudita e o estudo do piano clássico dão ao aluno condições técnicas para executar com maestria qualquer obra, a música brasileira pode dar a ele o tão desejado suingue, e o jazz, a capacidade de improvisação. Se a música popular desenvolve o ouvido e a percepção harmônica, o erudito pode oferecer elementos arrojados e o sentido de forma.

Lembre-se: o mais importante, em qualquer situação, é usufruir do prazer da música e transmitir esse prazer a quem a escuta. Que tal, então, formar um repertório eclético, que agrade tanto ao pianista quanto aos ouvintes, com gêneros e estilos variados, diferentes ritmos, ambientes e texturas, traçando um panorama completo das possibilidades do piano, esse instrumento tão rico e de tantas possibilidades?

Escolha de repertório

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